Centro Nelson Mandela presta apoio a vítimas de racismo

Salvador (Brasil) – Com profissionais especializados no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, o Centro de Referência Nelson Mandela oferece apoio psicológico, social e jurídico a vítimas de racismo no Estado da Bahia. Vinculado à Secretaria de Promoção à Igualdade Racial (Sepromi), ele também disponibiliza cursos de capacitação e formação; promove debates, palestras, fóruns e oficinas; atua em casos noticiados pela mídia; realiza pesquisas e projetos visando a garantia de direitos; além de acompanhar o cumprimento de medidas judiciais dos condenados pelos crimes de injúria e racismo.

Nesta quinta-feira, dia 11, o centro recebeu a economista e servidora pública Rosy Mary Oliveira, lotada na Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM/BA). Ela presenciou um segurança do Shopping Iguatemi impedir uma senhora negra e de vestes simples entrar no estabelecimento comercial.

Segundo a funcionária da SPM/BA, que também tem o objetivo de promover ações de reparação, o segurança disse que a mulher não possuía perfil de consumo do shopping. Ao questionar os motivos que levaram o mesmo a não permitir a entrada da senhora no estabelecimento, ela também teria se tornado vítima de ato discriminatório. Na sequência do fato, as duas mulheres foram conduzidas a uma sala, onde permaneceram por mais de duas horas, passando por constrangimentos diversos.

Rosy Mary, então, decidiu levar o caso ao centro, que recebe denúncias de violação de direitos ou de atos de violência contra a população negra.

 O que fazer em caso de racismoPara quem for vítima ou testemunhar um caso de racismo, as orientações da Centro de Referência Nelson Mandela são para que procure uma autoridade policial e denuncie a ação criminosa de imediato. Em casos de flagrante, o autor do crime deve ser preso.

O Centro Nelson Mandela lembra que é importante registrar a queixa na Delegacia de Polícia Civil mais próxima, narrando o ocorrido com o máximo de detalhes e fornecendo os nomes das testemunhas, além de pedir ao policial para anotar na queixa o desejo de que o agressor seja processado e o crime investigado por meio de um inquérito policial.

As vítimas de racismo e intolerância religiosa também poderão contar com o suporte do Centro Nelson Mandela para realizar denúncias, além de ser encaminhado e acompanhado pela Rede de Combate ao Racismo, que agrega diversas entidades da esfera pública, com a participação dos poderes executivo, legislativo e judiciário e entidades da sociedade civil.

As denúncias podem ser feitas presencialmente, através de sua sede localizada no Ed. Brasilgás, Av. 7 de Setembro, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 09 às 12h e das 14h às 17h ou pelo telefone: (71) 3117-7438. | Fonte: Sepromi

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