Deputados defendem processo de impeachment como modelo

foto ebc

Brasília (Brasil) –  Enquanto alguns senadores estão inconformados com o processo de impeachment da ex-presidenta da República Dilma Rousseff que tramitou no Senado, e que votou em separado, a inabilitação para ocupar cargos públicos por 8 anos,  alguns deputados na Câmara querem adotar o processo como modelo para votar questões de falta de decoro por parte de parlamentares. A ex-presidenta Dilma Rousseff não teve seus direitos políticos cassados na segunda votação.

Aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara e um dos articuladores do processo de impeachment da ex-presidenta,  o deputado Carlos Marum (PMDB-MS) defende que primeiro se vote a cassação de mandato de parlamentares acusados de decoro parlamentar e depois a perda dos direitos políticos.

Eduardo Cunha é um dos parlamentares a serem julgados. Ele foi afastado do mandato de deputado federal na Câmara  pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os adversários do ex-presidente da Câmara entendem que o caso é diferente. O relator do pedido de cassação contra Eduardo Cunha, o deputado Marcos Rogério, do DEM, argumenta que o artigo da Constituição que trata do tema se refere exclusivamente a presidentes da República.

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, comentou que ainda é cedo para saber as consequências da decisão do Senado ao processo de quebra de decoro parlamentar.

A sessão para analisar o pedido que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha foi marcada no dia 12 de setembro. Cunha é acusado de mentir na CPI da Petrobras ao afirmar que não teria contas no exterior.  | Fonte: EBC

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