Senado aprova impeachment da presidenta Dilma

foto bbc

Brasilia (Brasil) – O plenário do Senado decidiu nesta quarta-feira (31), por 61 votos a 20,  pelo impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Com isso, ela foi afastada definitivamente do mandato de presidente da República. Não houve abstenção.

O impeachment da presidenta Dilma Rousseff interrompeu 13 anos de liderança do Partido dos Trabalhadores no poder, iniciado em 2002, com a eleição para presidente, de Luís Inácio Lula da Silva. A agora ex-presidenta Dilma não perdeu, entretanto, seus direitos políticos, como o direito de se candidatar e ocupar cargos públicos por oito anos, o que foi decidido numa segunda votação.

Dilma foi eleita após dois mandatos do presidente Lula e cumpria o seu segundo mandato sob severa oposição de adversários de outros partidos, principalmente o PSDB, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nunca aceitou ter sido derrotado nas eleições.

Sob a liderança do deputado Eduardo Cunha na Câmara, o PMDB e o PSDB teriam articulado o processo do impeachment, que culminou com o afastamento da presidenta Dilma. Eduardo Cunha é acusado de mentir na CPI da Petrobras ao afirmar que não teria contas no exterior.

Após denúncias de uma onda de corrupção no seu governo, principalmente na empresa nacional de petróleo, Petrobrás, e que resultou numa série de prisões pela Polícia Federal (operação Lava-Jato) de empresários, executivos, políticos do PT e de partidos aliados, nada ficou comprovado de que a presidenta Dilma Rousseff e ou o ex-presidente Lula da Silva teriam tido alguma participação.

O motivo alegado para o impeachment é que ela teria manipulado o orçamento. Dilma Rousseff refuta a acusação que tenha cometido algum crime de responsabilidade fiscal, já que usou as verbas destinadas a outras áreas em programas sociais, ação prioritária de seu governo.

O vice-presidente, Michel Temer, que exerceu o mandato de presidente da República por cerca de 60 dias durante o  afastamento de Dilma Rousseff para julgamento do seu impeachment, assume efetivamente o cargo de presidente até janeiro de 2019.

Ele, que vem do maior partido político brasileiro, PMDB, e que lidera com seus membros envolvidos em corrupção (a maioria de seus ministros e aliados estão envolvidoa em escândalos políticos), até recentemente aliado do PT,  abandonou a coligação comandada pelo PT. Mais que isso. Temer teve papel-chave na articulação do impeachment, dando uma nova configuração ao que a sociedade civil organizada vem chamando de ‘golpe’, e que veio de dentro. | Por alaiONline

 

 

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