Novo vídeo referenda relato de testemunhas da morte de Brown

Boston (Estados Unidos) – Um novo vídeo levado ao ar pela CNN na última quarta-feira mostrou as reações imediatas das testemunhas do tiro que matou Michael Brown, o  adolescente negro morto pelo policial branco Darren Wilson, em Ferguson, Missouri, no mês passado, em ronda policial.

O video torna descrente dezena de testemunhos de pessoas brancas que sairam às ruas contra a multidão (de maioria negra) de protesto da morte de Brown, em apoio ao policial Wilson, dizendo que Brown atacou o policial em seu patrol antes de ser alvejado. O jovem tinha 18 anos, não tinha passagem pela polícia, estava desarmado e a dois dias de iniciar aulas  em um colégio técnico profissionalizante.

No video, feito por um telefone celular de uma testemunha anônima e fornecido para a CNN, dois homens que estavam fazendo trabalhos de construção de uma casa perto do local reagem ao ver Brown alvejado pelo policial Darren Wilson.

“Ele estava com as mãos para cima”, um homem diz na gravação.

O outro disse ter ouvido dois tiros cerca de 30 segundos de diferença:

“O policial não disse para ele ficar no chão. Ele continuou atirando”, disse o homem.

Essa mesma testemunha descreveu a cena macabra, dizendo que ele viu  cérebros sairem da cabeça de Brown, mais uma vez afirmando: “as mãos dele estavam para cima.”

As testemunhas dizem ainda  que viram “Brown fugindo do carro da polícia e o policial perseguindo ele. Quando ele cansou, ele colocou as mãos para cima”. E que viram o policial Wilson disparar um tiro em Brown enquanto ele estava de costas. Os dois homens no vídeo falaram sob a condição de anonimato `a CNN. O vídeo está disponível no endereço http://www.cnn.com/2014/09/10/us/ferguson-michael-brown-shooting-witnesses/.

Daren Wilson: o policial branco que matou Michael Brown

Darren Wilson: o policial branco que matou Michael Brown

Protestos – Protestos e prisões eclodiram no subúrbio de St. Louis após o disparo policial, no dia 09 de agosto, em Ferguson,  e ainda perduram todas as noites após `a morte de Brown. Investigadores federais entraram em cena para ajudar a investigar a morte de Brown e a conduta do policial Wilson, assim como a força policial do município do ponto de vista de direitos civis violados, ou seja, se o crime foi motivado por componente racial.

A investigação federal foi  anunciada diretamente pelo  procurador Geral da República, Eric Holder, após a sua visita pessoal ao município, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentar publicamente o caso.   Os protestos da população local a favor de Brown pedem a condenação do policial Wilson e o afastamento do promotor local da justiça, branco, Roobert McCulloch, da apuração da morte de Brown.

Segundo lideranças da comunidade, o promotor, que está conduzindo os trabalhos do júri popular sobre o caso, e é mantido no cargo pelo governador, branco, Jay Nixon, está altamente comprometido com o poder local estabelecido a favor de uma minoria branca que segrega economica e politicamente a população majoritariamente negra.

Ferguson tem 21 mil habitantes, 15 mil são negros. Na corporação policiais, negros são uma minoria. Bas estatísticas policiais são maioria. Após a revolta popular deflagrada com a morte de Michael Brown, o governador escolheu um capitão negro, Ron Johnson, para comandar a corporação.

A morte de Michael Brown trouxe `a tona o caso de Trayvon Martin, o jovem negro que, mesmo desarmado, foi morto por um segurança comunitário em fevereiro de 2012, na Flórida. O caso também desencadeou uma onda de protestos nos EUA e emocionou o presidente Barack Obama, que declarou que o jovem poderia ser seu filho. A família de Michael Brown é representada pelo mesmo advogado do caso Trayvon Martin. | Por Ana Alakija Fonte: Huff Post Black Voices,  Deutsche Welle e CNN

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